QUEM SOU
Esta parece ser
uma pergunta fácil de ser respondida? Nasci no Brasil, no Estado de São Paulo, segundo
filho de uma família do interior – mais, especificamente, do Vale do Paraíba Paulista
–, falo, como língua materna Português, além de entender, no decorrer dos meus
estudos, o Inglês e o Espanhol. Sou um cidadão comum, homem, e com um bom tempo
percorrido.
Mas isso é uma parte que advém de minhas
origens, às quais moldam (enquanto vivo) parte de minha identidade como pessoa –
falarei sobre isso no próximo tópico. Podemos dizer que o ser humano é um estar
humano, sempre com alterações no decorrer da própria existência e, se possível,
da ‘vida’ humana.
Só podemos
ser se nos definimos, e só podemos nos definir a medida que vivenciamos a nossa
existência. Vivenciar é um processo. Primeiramente, exploramos. Segundo, sentimos.
Segundo, internalizamos. Terceiro, interpretamos. Quarto, entendemos. Quinto,
explicamos. E sexto, e último, compreendemos.
Explorar é
entrar em contato com a realidade. Sentir é deixar-se captar pela realidade.
Internalizar é deixar-se penetrar pelos eventos em que estamos. Interpretar é partir das sensações que os eventos
nos provocam e pensarmos sobre isso. Entender é descobrir as nossas reações
diante tais acontecimentos e os fatores que desencadearam tais eventos
suscitantes em nós. Explicar é separar e coordenar sobre os fenômenos internos
e externos a nós, e a nos revelar, em parte, distintos das demais pessoas e
seres que existem nesse planeta. Por fim, compreender, que é o processo mais difícil
de chegar, é conseguirmos ter a ciência do que sentimos, mostramos, fazemos,
concomitantemente ao captarmos às singularidades alheias – seja dos fatos, dos
animais, das demais pessoas.
Muitas pessoas são quando elas próprias
procuram se definir, mas as fazem por questão de segurança emocional e social.
Contudo, esta ‘definição’ está longe de sê-la per se. E a ‘definição’, como a ‘individuação
jungiana’, é um processo requer sentir, perceber, afetar-se, agir e reagir,
para que se possa entender e compreender-se como pessoa. E passar, por isso,
sempre exige um carga de sofrimento. E sofrimento é o que menos se quer passar (em
si) o ser humano contemporâneo. Aliás, o sistema social estimula o contrário:
que se possível possamos viver dias agradáveis e, quando estivermos diante de
uma situação dolorosa, não tivermos empatia, melhor. Pois uma visão a dor é um
estímulo ao olhar para as estrelas. E um olhar para as estrelas é menos um
olhar para a terra – pelos menos é o que essas pessoas pensam.
Infelizmente, percebo que quem lidera este
planeta está levando as demais pessoas, a passos mais acelerados, para isso:
uma triste (in)definição de si e para com os outros.
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